sábado, 22 de dezembro de 2007
Mudando!
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Pensamento I
Por que é tão difícil falar sobre a vida? Talvez veja por que a vida é complicada, não há uma formula do sucesso e da felicidade que funcione para todos, mesmo por que não somos todos iguais, e por isso mesmo não poderia haver uma formula igual para todos.
Mas o que é a vida mesmo? Para o dicionário, um estado de incessante atividade funcional peculiar á matéria orgânica, animal ou vegetal; existência; tempo decorrido. Mas será mesmo que podemos expressar com clareza usando apenas palavras o que é a vida? Não, a vida é algo inexplicável, o ato de viver, o ato de estar vivo, só pode ser demonstrado vivendo.
Você já se perguntou o que marca o nosso tempo? Se uma vida pode realmente causar impacto no mundo ou se as escolhas que fazemos realmente importam? Eu acredito que sim. Eu acredito que um homem pode mudar muitas vidas, para melhor ou para pior.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
A moda e os roqueiros
Nessa nossa sociedade pós-moderna, plena era da internet, algo parece ser irresistível. Mesmo que certos grupos, aparentemente, lutem com todas as forças para resistir a este “sistema”, eles sempre acabam caindo nas saborosas garras da Moda.Entre os resistentes, encontramos um grupo especial que luta com todas as forças e faz desta luta uma bandeira: os “roqueiros”. Mas calma, quando falo “roqueiro”, não faço referência a quem gosta de rock, faço referência às pessoas que se vestem apenas de preto, calçam coturnos e tênis All-Star.
Para eles sair de casa vestindo camisetas coloridas, tênis convencionais (entenda-se não-AllStar), e uma calça que não tenha algum aspecto velho/rasgado é ultrajante. Eles alegam com isso que odeiam a moda, que a moda é um lixo que para nada serve e que, por isso mesmo, deve ser repudiada e evitada. Pobres mortais... mal sabem eles que também estão vivenciando a moda.
Quando estão em grupos, são facilmente identificáveis: todos vestem preto, calças surradas e tênis All-Star. Alguma dúvida a respeito de que eles sigam uma moda? Tudo bem que é uma moda própria, criada por eles e para eles, mas não deixa de ser moda. E essa moda chega a ser tão influente que acaba movimentando até mesmo a indústria e o comércio. Camisetas de bandas de rock são vendidas aos montes – tanto que são abertas todos os dias lojas e mais lojas especializadas nesse material –, a All-Star lucra fortunas todos os anos, e a indústria têxtil já produz calças jeans com aspecto velho.
Moda não é apenas o que é seguido pela “maioria”, ou o que é lançado como padrão para o período X. Moda é isso: é uma maneira em comum de pessoas se vestirem. Por isso que se fala em moda hippie, moda punk, moda samba, moda praia etc. Sim, os roqueiros seguem uma moda. Mesmo que seja uma moda própria, que tenha como característica o distanciamento da moda geral, mas seguem.
É... ser roqueiro não é fácil. Só eles sabem o sacrifício que é resistir a essa moda mortal. Agora me dêem licença. Tenho de correr pra comprar uma camiseta do Black Sabath que eu vi em promoção.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Os 56 tipos de Geek (ou Nerds)

Passando pelo site do “Sedentário e Hiperativo” achei um post com os 56 geeks, se bem que alguns estão mais para nerds do que para geeks, Recentemente rolou uma discussão no Twitter entre as diferenças de um nerd para um geek. Ficou (mais ou menos) definido, depois de muita conversa e argumentos convincentes, que geek é “um nerd com vida social”. E você que tipo de Geek acha que é?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
domingo, 2 de dezembro de 2007
Dialogo insano, o final? “Você decide”!
Esse é um dialogo escrito por mim, baseado nos diversos que já li no Blog do Anônimo Incógnito. Mas o grande diferencial desse é que o final, “Você decide”!
Sonhador: Hei garota, eu queria falar com você...
Garota perfeita: ...
Sonhador: Sabe, faz tanto tempo que nós conhecemos...
Garota perfeita: ...
Sonhador: E sabe, desde a primeira vez que eu te vi eu senti algo especial...
Garota perfeita: ...
Sonhador: Você tão diferente das outras, sem se importar com nenhuma dessas coisas banais, uma garota simples, meiga, tão lindinha...
Garota perfeita: ...
Sonhador: Desde o dia que te conheci sabia que você era a garota perfeita...
Garota perfeita: ...
Sonhador: Desde o dia em que te conhecia sabia que por mais que eu me esforçasse jamais seria o homem ideal para você, por que ninguém jamais será o que você merece...
Garota perfeita: ...
Sonhador: Mas eu tinha que tentar, eu tinha que falar com você, eu tinha que dizer que te amo...
Garota perfeita: ...
Sonhador: ...
Garota perfeita: Por favor, me *¹ei*²a.
(Substitua *¹/*² por B/J ou D/X pelo final que lhe melhor agradar. E então vote na enquête ao lado para sabermos o final preferido da galera.)
** George Bernard Shaw escreveu uma vez:
Há duas tragédias na vida,
Uma é perder o que seu coração deseja,
A outra é consegui-lo.
Até onde eu sei, Shaw era um traste.
Por que saber de algo? Tragédias acontecem.
O que vai fazer? Abrir mão? Desistir? Não.
Eu sei agora que, quando você tem seu coração partido, tem que lutar com tudo pra ter certeza que ainda está vivo.
Porque está.
E aquela dor que sente é a vida.
A confusão e o medo estão ali pra te lembrar que em algum lugar há algo melhor.
E algo pelo qual vale a pena lutar.
Shaw estava certo, enquanto nos desgastamos para conseguir o que desejamos, o que pensamos que fará nossas vidas melhores (dinheiro, popularidade, fama), ignoramos o que realmente importa: as coisas simples (como amizade... família... amor), as coisas que provavelmente já tínhamos.
Então o Sr. Shaw acha que conseguir o que seu coração deseja é uma tragédia?
Sim, perder o que seu coração deseja é trágico.
Mas conseguir o que ele deseja é tudo que você pode esperar.
Esse ano eu desejei amor.
Se ter isso é trágico, então me dê tragédia. Porque eu não trocaria por nada."
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Por que Chávez?
Talvez nenhum outro líder político latino-americano tenha recebido tanta atenção de jornalistas e de políticos brasileiros quanto o presidente Chávez. As análises e críticas são sempre sobre “o que é” e “como age Chávez”. Ninguém pergunta “por que Chávez?” – o que levou a Venezuela, depois de 50 anos de democracia, a optar, por meio do voto, eleição após eleição, por um governo com características autocratas. A resposta é simples: Chávez é o produto da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.
Durante os 50 anos de sua democracia, a Venezuela teve dois partidos se sucediam, sem nada mudar, exceto o nome do Presidente. Uma falsa alternância do poder. Por todo esse tempo, o país exportou petróleo e teve recursos para financiar o luxo e a sofisticação do consumo de uma minoria rica. Muito pouco foi usado para atender às necessidades da população pobre, ou para investir em um projeto estratégico de desenvolvimento. O resultado foi um país dividido por uma apartação social, o total estranhamento entre incluídos e excluídos, que se vêem como se fossem partes separadas de um mesmo país, e não componentes de uma mesma nação.
O Brasil se comporta hoje como a Venezuela de anos atrás. A eleição de Lula já foi o resultado da histórica insensibilidade da elite e da desmoralização da política. Ele representava o novo, dizia que o Congresso era composto por 300 picaretas; liderava um partido que era símbolo da luta contra a corrupção e da esperança de uma nova política nacional, que transformaria a sociedade em benefício da emancipação das camadas pobres. É verdade que, no poder, Lula não se comportou como Chávez: em vez de dividir o país, fez uma coesão política entre pobres e ricos. Mas não criou as condições para a unidade social, para a formação de uma nação. Em vez de mudar a sociedade, tomou medidas que acomodaram o povo e os partidos. Adotou uma forma de fazer política idêntica à que antes criticava. A coesão política veio do compromisso com a manutenção do status quo em todas as áreas, e da concessão de programas assistenciais para as camadas pobres.
O resultado é que o Brasil de hoje é a Venezuela de antes de Chávez, com o agravante da perda da esperança no governo Lula. A democracia vai aos poucos sendo corroída pela desmoralização dos políticos, pela insensibilidade das elites dirigentes, pelo cinismo da comemoração pelos pequenos avanços, pela aceitação de que a corrupção é natural e generalizada. Somos um caldeirão de frustrações fabricando uma alternativa autocrática.Apesar de criticar Chávez, o Congresso brasileiro colabora sistematicamente para fabricar o chavismo no Brasil. Com o aumento do salário dos parlamentares, os acordos para salvar colegas condenados pela opinião pública, a mudança de posições que depende de estar no governo ou na oposição, o aumento de impostos repudiado pelos contribuintes, os fracos resultados no enfrentamento dos problemas da população. Nem aqueles que criticam Chávez sentem saudades dos partidos e dos políticos de antes.
Os juízes passam a idéia de estar mais preocupados com o aumento dos seus salários do que em fazer justiça, e permitem a vergonhosa impunidade dos ricos. Colaboram para formar o desejo popular de um líder autoritário. Na Venezuela, mesmo aqueles que se horrorizam com o controle da justiça afirmam que a justiça anterior não merecia sobreviver.
A imprensa, apesar de denunciar constantemente a corrupção, se concentra no debate superficial, generaliza a crítica a todo político, desmoraliza a classe política – e junto com ela, a democracia –, ignora propostas alternativas para um Brasil sem apartação. Critica os erros, mas não denuncia as causas.É como nas tragédias gregas. Ninguém quer o resultado trágico do autoritarismo. Mas como atores, estamos todos – Congresso, justiça, imprensa – fazendo a nossa parte para que o Brasil seja uma fábrica de autocratas, produtos da insensibilidade da elite e da desmoralização da política.
Texto de Cristovam Buarque, Ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), ex-governador do Distrito Federal e senador da República pelo PDT, e que recebeu meu voto na ultima eleição presidencial e recebera outra vez se por ventura se candidatar.
